Um pequeno texto
Este trecho acabou de fora do livro, fará mais sentido para quem leu, mas talvez quem não leu também goste.
Expedição de 1008
O Lago Oculto e a Descoberta de Ruínas Misteriosas
Aqui segue o relato de Dagoberto D’Hy-Drasil, sexto imperador de Hy-Drasil, sobre a chegada de sua expedição pelo o interior cavernoso de Avalon ao lago oculto ano de 1008. Transcrito de seu diário de expedição para o livro dos Imperadores, vol. 1, do acervo imperial, no ano 1517.
“Terceiro dia do terceiro mês de expedição, (se minhas contas estiverem certas e o mecanismo medidor de tempo estiver funcionando direito. Não tenho certeza após tanto tempo nesta escuridão). A contagem de homens que perdemos subiu para 12 na noite passada, não sabemos o que aconteceu. Um dos carregadores simplesmente sumiu. Somos só 18, agora. Ele devia ficar de guarda, mas sumiu sem fazer alarde, Harald acha que ele abandonou a expedição e tendo a concordar, pois parte dos suprimentos sumiu. Suprimento já escarço. Avançamos com cuidado por um caminho promissor e finalmente no fim do dia encontramos água numa caverna ampla. Tão contentes que estávamos, não notamos a princípio onde havíamos chegado. Não há dúvidas. É o lago oculto encontrado por meu avô! Estamos cansados para explorar mais, porém a animação voltou, pois significa que podemos seguir os passos de meu avô e achar o caminho até a saída com mais facilidade.”
“Montamos acampamento e acendemos uma fogueira para iluminar melhor a enorme caverna, a ilha, com sua a ponte e ruínas, tal como descritos por meu avô, ficaram visíveis, mas ouvimos sons estranhos, a lembrança dos relatos de meu avô... ”
Manchas de tinta tornaram parte do texto inelegível, parece que tinta foi derramada por acidente (nota do copista imperial Herman T.).
“ Montei grupos de três homens para ficarem de guarda vigiando em turnos, vamos tentar dormir, se voltar a aparecer não vai nos pegar de surpresa.”
“Quarto dia do terceiro mês de expedição. Um homem que dormia sumiu sem ser notado. Brumas brancas cobrem o lago escuro e sua ilha. Olhos brilhantes foram vistos na bruma. Ele está lá na ilha. Vamos nos preparar para partir.”
“ As brumas sumiram e não conseguimos acreditar, a ponte e as ruinas sumiram como se fossem ruínas fantasmas. Harald e metade dos homens que ir lá caçar a criatura, não sei se é boa ideia.”
A tinta foi manchada por água e as três últimas páginas ficaram inelegíveis, sendo que a última página está ausente. Os pequenos trechos a seguir são tudo o que pode ser salvo (nota do copista imperial Herman T.).
“...o lago é raso, decidiram atravessar andando...”, “gritaram avisando que não havia nada, os olhos nas brumas eram cristais em uma pedra, refletindo...”,
”... mas estavam lá, em uma depressão ao pé do enorme pilar de rocha...”
“... estrondo...” “...parte desabou...” “...lago começou a subir...”
“ Fugimos deixando muito equipamento e suprimento, mas por sorte encontramos o caminho...”
“ não sei se saberia como voltar, perdemos muitos dos mapas que fiz..”
Assim termina o relato, fiz o que pude para recuperar os trechos perdidos, mas não foi possível salvar mais. Copista Imperial Herman T.
A seguir, parte de uma carta de Harald C., sobrevivente da expedição, encontrada e anexada para complementar a história dos feitos do Imperador Dagoberto D’Hy-Drasil, quando jovem príncipe.
(...)
A outra metade eu posto quando tiver mais gente no grupo e se houver interesse.
